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[Resenha] Silo – Hugh Howey


| Autor: Hugh Howey | Selo: Íntrinseca | Páginas: 512 | ISBN: 9788580574739Skoob Comprar |

O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade? Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo.
Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras.
Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo.
Um crime cuja punição é simples e mortal.
Elas são levadas para o lado de fora.
Juliette é uma dessas pessoas.
E talvez seja a última. Skoob

Mais uma leitura do Clube do livro Lendo e Relendo concluída. Dessa vez fomos de Ficção científica com um pouco de distopia. Li em e-book no Kindle e posso dizer que é uma leitura rápida e interessante.

- Nós somos sementes – disse ele. – Isto é um silo. – Eles nos botaram aqui para os períodos difíceis.
A história se passa em um grande edifício subterrâneo altamente tecnológico e autossuficiente, com mais de 100 andares, chamado Silo. Cada andar ou grupo de andares eram divididos em setores como medicina, mecânica, administrativo, TI etc. As pessoas que lá viviam nunca saíram daquele confinamento, e os que saíram não retornaram, pois sair significava morrer. Pelo menos até então.
 - Não é possível guardar sementes por tanto tempo. Não no escuro, assim. Não mesmo.
Ele ergueu o olhar e mordeu o lábio. Seus olhos estavam cheios de lágrimas.
 À medida que a narrativa se inicia iremos conhecendo personagens como o delegado Holston, sua esposa Allisson, a prefeita Jahns, e a protagonista Juliette. Todos com algo de sua personalidade que nos cativa e atrai, seja pela força ou pela ética de seus atos. Mas como qualquer livro com uma boa história, temos também aqueles personagens antipáticos e que tentam atrapalhar o trabalho dos mocinhos, também chamados de vilões. Mas nesse caso o vilão também obedece a uma Ordem. E é exatamente essa Ordem que guarda os muitos segredos da humanidade, inacessíveis para o morador comum do silo.
Lukas pulou várias páginas da Ordem. Passou pelas instruções para evitar desastres no silo e conferiu algumas referências mais acadêmicas no fim. Isso era ainda mais assustador: capítulos sobre persuasão de grupos, controle de mentes, efeitos do medo durante levantes; gráficos e tabelas sobre crescimento populacional...
 Após uma serie de acontecimentos bizarros, Juliette é designada para o posto de delegada. Mas sua permanência nessa atividade é breve e ela é enviada para fazer a temida limpeza. A limpeza nada mais era do que condenar um morador a sair do silo e ficar sujeito aos perigos do exterior, limpar as lentes da grande tela era apenas uma utilidade para essa violência. Já que saíram por que não clarear nossa vista?
Mas o que leva uma pessoa a ser exilada do silo, quais crimes mereceu punição tão cruel quanto morrer em uma terra de ar venenoso sem auxilio ou companhia.
 - É isso o que você quer? Sair? Ele arrumou as mãos no interior do macacão  -Sim, senhor  - assentiu Lukas. – Diga – Eu quero sair. – (...)
 O que temos nesse enredo é uma amostra in vitro da vida em sociedade, dominação de massas e muitas mentiras que nos envolvem, e a leitura nos faz refletir muito a nossa chamada realidade. Será que o que vemos nos aparelhos de TV retrata fielmente o que é real? Ou as notícias são antes lapidadas para nos manipular?

A leitura valeu por provocar essa inquietação, e me tirar da passividade do espectador. Recomendo não só uma leitura como também uma releitura de alguns pontos fortes da narração. Retirando alguns trechos chatos como o subir e descer escadas infinitas através do Silo, considero um bom livro.


Sequencias do mesmo já estão a caminho e espero que cheguem logo as livrarias, pois o primeiro capítulo (prévia de Shift  que consta no final do primeiro livro) já me deixou com uma pulga atrás da orelha.


[Clube do livro] Jogador N1 – Jogador Número 1 - Ernest Cline




| Autor: Ernest Cline | Selo: Leya | Páginas: 464 | ISBN: 9788580442687 | Skoob |Comprar|

Antes de começar a falar sobre nossa reunião gostaria de explicar como funciona um clube do Livro.

Um clube do livro é um clube social onde pessoas normalmente se encontram para discutir sobre um livro que acabaram de ler, expressando suas opiniões, críticas, etc. Comumente, membros de clubes do livro encontram-se em suas casas, em livrarias, pubs, cafés, restaurantes, etc. Há também clubes do livro online. Wikipedia

No nosso caso utilizamos uma ferramenta muito comum atualmente, o Whatsapp. Formamos um clube e adicionamos os interessados que vieram de outras redes sociais como facebook e Instagram. Batizamos de Clube do livro L&R (Lendo e Relendo) e na reunião de terça-feira (29/07) éramos 19 membros.
Na primeira reunião escolhemos alguns livros de diversos gêneros e abrimos uma votação. O livro mais votado e o primeiro a ser trabalhado foi o “Jogador N1” do Ernest Cline. O prazo foi de uma semana para a metade da leitura. Tínhamos que ler e analisar para que o debate tivesse início na reunião seguinte.
Eu concluí a leitura antes do prazo, assim como outros também conseguiram. Mas os que não tinham o livro, ou não tiveram muito tempo livre, ainda continuaram lendo. Fato que não prejudicou a discussão.

Sinopse do Jogador N1 – Ernest Cline
Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência. SKOOB

Começamos discutindo se o livro em questão seria ou não uma Distopia, afinal o enredo não apresentava um governo autoritário, e leis absurdas que limitavam a liberdade do cidadão como observado em outras distopias tão famosas. 
Seria então a OASIS essa forma de controle em um mundo tomado pelo caos e pela escassez de recursos?

Para mim aquilo é como uma droga utilizada e incentivada por uma sociedade que não tem nenhuma intenção de ter indivíduos questionadores. LUÍZA

E o caos? Vocês acreditam mesmo nesse futuro pessimista que cantam os livros de ficção científica? O fim dos recursos como uma praga mundial?

Eu vejo um mundo destruído e vejo o mundo da destruição sendo a salvação. RICARDO
Acho que os seres humanos vão regredir, e depois se renovar como um ciclo. Luta por água, é algo que vai acontecer. GABRIELA
Já vivemos esse caos (...) depende do ponto de vista de quem sofre esse caos. Tenho certeza que no imaginário das crianças da Faixa de Gaza o caos é pior que os dos livros. Tá feio a coisa por lá. KARINE

Com relação às considerações sobre o livro. O que acharam e se leriam novamente.

Eu gostei muito. Apesar de certas partes eu achar que precisavam ser mais desenvolvidas. (...) Se lerem procurando pela história realmente vai deixar a desejar... RICARDO

Outra parte bem legal da discussão foi o momento que passamos a falar das inúmeras referências sobre os anos 80. Esse livro é um guia para quem viveu nessa época tão geek. Jogos, Filmes, músicas, e muitos artistas interessantes e característicos da época. A Nostalgia foi geral. Amei esse momento. “Relembrar é viver”, como diziam antigamente.
Ainda tínhamos muito que falar do tema, mas deixamos para uma próxima reunião, onde os outros membros terão oportunidade de expor seus pontos de vista.
Foi uma experiência impar, que desejo repetir toda semana. Em breve teremos nova meta de leitura e voltarei aqui para mostrar o que rolou por lá.
Um agradecimento todo especial para o meu Clube lindo, que me permitiu expor suas opiniões aqui para vocês.

Beijos Literários
Jádia Santos