As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada. Kyla pode ter sido uma criminosa e está ganhando uma segunda chance, só que agora ela terá que obedecer as regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente. Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade?
Um daqueles livros que
tira seu fôlego e não quer devolver
Reiniciados
é um desses livros. Com uma narrativa impecável, enredo perfeito e uma história
inteligente, Teri Terry nos surpreende com um universo distópico inovador. Temos uma história diferente das apresentas na maioria dos livros de
distopia e ficção, aqui temos uma sociedade livre, onde a crise econômica
causou uma mudança geral, os reiniciados. Tudo muito original.
Kyla
é a nossa protagonista. Uma garota bonita que por algum motivo foi reiniciada.
No universo criado no livro, Reiniciados são todos aqueles que são bandidos, pessoas que fizeram algo ruim e precisaram de um
recomeço, mas um recomeço diferente, reiniciar tudo, toda a vida. É uma segunda
chance de recomeçar. Novo nome, nova família, nova casa, e assim ficamos
próximos dos dramas do personagem.
“(...)mas ser transformada numa Reiniciada faz isso com você. Deixa a pessoa vazia de experiências.”
Imagine
ter todas as suas lembranças apagadas, memórias, todos os acontecimentos de sua
vida são destruídos sem seu consentimento. Sem contar que Kyla é controlada a
todo momento.
“Registrar não é grande coisa. Sou escaneada, fotografada e pesada. Verificam minhas impressões digitais.”
A
história acontece em torno de 2054, sinceramente, é tudo muito avançado e causa
no leitor a impressão de tudo isso vai acontecer, e que seremos surpreendidos
pelo tempo. Ser um reiniciado já seria um motivo para seguir em frente, afinal,
tudo indica que a pessoa fez algo de grave para receber uma nova chance. Só que
não. Kyla precisa saber o motivo de ser uma reiniciada, o que fez, o que não
fez. Mas principalmente pelo fato de receber muita atenção, ser muito
controlada, acaba despertando isso na garota: a busca pela verdade.

Os
personagens que nos são apresentados, são, de certa forma, legais e
convidativos. Acabam cativando mais a leitura, deixando-a mais prazerosa. Não é
um livro que terá batalhas épicas entre o bem e o mal. É um livro de
descobertas, onde Kyla precisa conhecer seu passado e entender seu futuro. A
leitura é muito rápida, embora algumas descrições deixem a desejar em alguns
pontos, os diálogos são tão fortes que acabam cativando o leitor. Acho que pelo
fato de ser Kyla a narradora, tudo parece mais claro, como se estivéssemos
ouvindo uma história.
Algo
que adorei no livro foi o “nivo”, um aparelho no braço dos reiniciados, que
mede suas emoções, raiva, sensações. Assim, Kyla é mais controlada do que de
costume. Achei demais esse aparelho! Muito inteligente, não pode ser removido, e
caso aconteça algum milagre e consigam retirá-lo, a pessoa corre o risco de
morrer, sem contar a dor.
“Meu Nivo deveria ter me impedido. Qualquer traço de violência deveria me apagar.”
Como
eu disse, em alguns momentos o livro tirou o meu sono e meu fôlego e não queria
devolver, isso é até engraçado, porque mês de prova é muito corrido, pensem
comigo: ter uma prova de química no outro dia, e virar a noite lendo um livro
de distopia? Acho que já devem desconfiar que minha nota foi um desastre!
“No domingo pela manhã o céu está de um azul radiante, mas tão frio que minha respiração se torna uma nuvem branca diante do rosto.”
O
que dizer sobre a capa? É linda de morrer minha gente! O livro tem um relevo
super elegante na área branca do título, fora o verniz de algumas frases da
capa. A diagramação é digna de um livro de distopia, no fim, adorei o livro e
até o final me surpreendeu, recomendo muito! Principalmente para você, leitor que
adora aquele tipo de livro que te prende do início ao fim, é delicioso quando
isso acontece!
Título:
Reiniciados
Autora:
Teri Terry
Editora:
Farol Literário
Páginas:
432