[RESENHA] Manuscritos do Mar Morto - Adam Blake


| Autor: Adam Blake | Selo: Novo Conceito | Páginas: 480 | ISBN:  9788581632742 Skoob | Comprar  |

A ambiciosa policial Heather Kennedy está em seu trabalho mais difícil: seus métodos de investigação são criticados e ela está sendo assediada por colegas rancorosos porque não lhes dá atenção. Até que lhe é atribuída o que parece ser uma investigação de rotina, sobre a morte acidental de um professor da Faculdade Prince Regent, mas a autópsia deste caso volta com algumas descobertas incomuns: o inquérito vincula a morte deste professor às de outros historiadores que trabalharam juntos em um obscuro projeto sobre um manuscrito do início da Era Cristã. Em seu escritório, Kennedy segue com sua investigação e logo se preocupa com o rumo para onde está sendo levada. Mas ela não está sozinha em sua apreensão. O ex-mercenário Leo Tillman — seu futuro parceiro — também tem angustiantes informações sobre estes crimes. E sobre a misteriosa organização mundial a que os crimes se relacionam… Escondido entre os pergaminhos do Mar Morto, um códice mortal pretende desvendar os segredos que envolvem a morte de Jesus Cristo. Entre um terrível acidente de avião no deserto americano, um brutal assassinato na Universidade de Londres e uma cidade-fantasma no México, Manuscritos do Mar Morto é o mais emocionante thriller desde O código Da Vinci.

Manuscritos do Mar Morto é um livro super inteligente, que admito, me surpreendeu e muito. O enredo é composto por um suspense daqueles que causa um frio na nossa barriga e não paramos a leitura, esperando que o livro nos surpreenda cada vez mais. Assim que recebi o livro fiquei muito curioso por ter uma referência ao livro O Código da Vinci, onde é dito na divulgação que é o thriller de maior destaque desde o livro de Dan Brown. E como vocês sabe, colocar Dan no meio é “responsa” demais!

Posso afirmar que a policial Heather Kennedy é a nossa protagonista. Ela é uma daquelas personagens principais que arrepiam a cada frase, sacaram? Ela tem uma pegada diferente, forte, ousada e ao mesmo tempo tem suas incertezas que rondam ao redor. Resumindo, ela é uma policial competente e autoritária. Sem contar o espírito que ela possui para a coisa, ela nasceu para ser uma policial. Uma policial rígida, daquelas que não medem esforços para prender um bandido, por exemplo. Bandido bom, é um bandido na cadeira, preso.

“Kennedy abriu a boca, mas mudou de ideia e fechou-a novamente. Ela e virou para Harper, questionando-o com o olhar. Ele assentiu. Os detalhes não importavam.”

Leo Tillman é um cara muito estranho. Sombrio, ele é daqueles que as crianças possuem medo só de olhar, sacaram? Bom, o que eu posso dizer sobre o Tillman? Ele é um cara forte, já fez coisas boas, mas hoje ele é apenas um cara misterioso que está fazendo uma busca.

“O tesoureiro conduziu os corredores vazios e ecoantes. Para Kennedy, o cheiro do lugar lembrava jornal velho. Quando criança, ela havia construído uma casinha de brinquedo no jardim de seus pais montada com caixas de jornais.”

Tillman nem está do lado bom da coisa, dos policiais. Nem do lado ruim. Digamos que ele não é um policial, afinal não exerce essa profissão. Por outro lado, ele pode ser considerado uma testemunha. Mas onde eu quero chegar com essa afirmação? Kennedy quase foi morta por uma faca, uma faquinha que era usada para cortar a barba, isso séculos atrás... Nessa época, essa faca era usada para matar por dois motivos. Primeiro, é uma arma totalmente afiada. Segundo, como era praticamente usada para barbear, não era um objeto proibido, sem contar que era pequeno, afiado e dava para esconder após um assassinato.

Mas não era uma faca qualquer. Kennedy é atacada por uma dessas facas e quase morre. É assim que ela conhece Tillman, que também foi atacado da mesma maneira. Os dois passam a formar uma parceria. Não amigos, nem colegas. Apenas uma troca de informações que ajuda um ao outro em suas investigações. Isso foi algo crucial no livro, a história em si precisava de uma levantada como essa. E Kennedy me surpreendeu.

“Kennedy virou a moeda. O anverso era ainda mais difícil de distinguir: uma figura que poderia ter sido um pássaro de asas dobradas ou talvez só um ramo de trigo, e alguns símbolos que pareciam incluir um K e um P.”

Começam a investigar assassinatos e descobrem que todos possuem algo em comum, é o que os leva ao Manuscritos do Mar Morto, um manuscrito que esconde um segredo que a humanidade não pode descobrir. É um livro cheio de suspense, ação, assassinatos, intrigas e você leitor, precisa conhecê-lo o mais rápido possível. Principalmente para você, que curte um thriller de arrepiar. 



9 comentários

  1. Vixiiiiiii, tá difícil ter mente aberta pra ler algo assim :S
    Como não é um gênero que gosto...

    Beijo

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  2. Adoooooro livros policiais *-* E pela resenha já vi que vou amar esse livro aqui hahaha!
    Adorei, com certeza vou ler :D

    Beijo

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  3. Oi Vitor,
    Estou com esse livro para ler muito em breve, assim que recebi o aviso da sua resenha no meu Feedly, corri aqui para conferir, rsrsrs... Queria ver um opinião antes de ler. Bom saber que você gostou.
    Fiquei com vontade de ler o livro por causa do autor, o Adam Blake, que também é quadrinista, e como sou fã de quadrinhos acho que posso curtir muito. A única coisa que não gostei foi a capa do livro, acho que poderiam ter feito uma coisa melhor, rsrs
    Abraços
    Cooltural

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  4. Oi Nita,
    Eu até tenho mente aberta para alguns tipos de leitura, e pretendo ler alguns New Adults (Easy, por exemplo), mas acho que esse livro aí da Tara Sue Me não faz muito o meu estilo, rsrsrs
    Mas acho que o pessoal que curte vai adorar a novidade.
    Beijos
    Cooltural

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  5. Boa tarde!

    Indicamos seu blog para um selinho ^^

    http://amolivrosdeverdade.blogspot.com.br/p/galeria-de-selinhos.html

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  6. Nao sei por que mas esse livro nao me chama tanta atenção parece que falta algo sei lá.




    xx

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  7. Nao conheço esse autor, o livro parece ser legal.




    xx

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  8. Infelizmente a premissa do livro não me atraiu :S
    Mas parabéns pela resenha

    Beijo

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  9. É curioso como livros de verdade não atraem as pessoas. E a bem da verdade escrevo/digo livros de verdade, acreditando na "premissa" de que algum dia, com sorte, as pessoas saberão o que, de fato, é literatura.

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