[RESENHA] O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë



 Se o amor dela morresse, eu arrancaria seu coração do peito e  beberia seu sangue...

Sou super fã de um bom romance, sou viciada em lindas e gloriosas histórias de amor, e curto muito um romance de fim trágico. No entanto não consegui gostar dessa história tão famosa e tida como um dos mais belos romances já vistos. Talvez eu não tenha a sensibilidade adequada para apreciar a história, ou tenha lido meio dispersa e por isso não compreendido bem... Ou talvez eu devesse ler mais uma vez para poder senti-la melhor, ou talvez ela seja estranha mesmo rs

 contem spoiler

O Morro dos Ventos Uivantes é uma bela fazenda com um casarão do tipo bem antigo, daqueles que vem sendo passado de geração pra geração, localizada no alto de uma colina, daquele tipo que parece estar no topo do mundo e longe de tudo, nela reside a família Earnshaw ,o senhor da casa pai de Catherine (carinhosamente Cathy) e de Hindley trouxe para casa após uma viagem um jovem rapaz órfão parecido com um cigano (criança ainda tal como seus filhos), e batizou ele de  Heathcliff  (se tornando esse seu nome e sobrenome) nome de seu filho falecido. 
Desde o começo sua filha Cathy e ele se deram muito bem no entanto Hindley o odiou sendo também odiado com a mesma intensidade, com a morte do pai Hindley Heatcliff , proibindo que continuasse a ter aulas, a se vestir bem, fazendo dele seu escravo, mas ele é um cara muito estranho, aguentava tudo sem reclamar mas seus olhos refletiam um brilho quase assassino pra seu opressor, ele e Cathy nutriam um amor maluco, um simplesmente era a metade do outro, eles eram como um só.  Mas Cathy fascinada Sr.Linton e vendo a decadência de seu amor por orgulho, vergonha, vaidade (tudo minha opinião) preferiu o Linton, ao ouvi ela dizer que se Heatcliff não tivesse se rebaixado tanto e tivesse continuado com suas aulas, ela até o escolheria, mas em tais circunstâncias era melhor o Linton.

Assim ela usa ainda o pretexto de Cathy tendo um colapso nervoso e ficando fora de si....após esse período ela se casa com Linton e tem uma vida tranquila, até que seu antigo amigo de infância voltar rico e faz de sua vida um inferno, vivendo por atormenta-la, querendo visita-la desafiando seu marido o que acaba por faze-la ter novamente uma crise e totalmente fora de si. Ela fica doente e acaba por falecer, Heatcliff fica tão obcecado por ela que se casa com sua cunhada (irmã de Linton) e se vinga nela, suas frustrações, acaba por destruir seu irmão conseguindo finalmente para si a posse do Morro e vindo mais tarde a mirar toda sua ira e revolta na filha que Cathy teve com Linton. Seu fim? Estranhamente adoentado, acabando por morrer sabe se Deus por que...

Esse livro é todo narrado por Nelly (uma empregada muito antiga da família) que esta contado a história de Sr.Heatcliff para seu novo inquilino Sr.Lockwood, com o emprego de uma linguagem digna dos clássicos como Orgulho e Preconceito, ele é todo constituindo por uma linguagem antiga e difícil. Por isso quem não esta acostumado com esse tipo de livro ira logo abandona-lo, a história é toda feita envolta do cenário do Morro dos Ventos Uivantes sendo então muito detalhista em paisagens e ambientes, o que para alguns pode acabar tornando a meio lenta. Os diálogos são muito reservados do tipo pouco se diz e muito se pensa, Heatcliff, por exemplo, me ficou um personagem enigmático, pois terminei o livro sem saber se gostava dele ou não, pois o que conheci dele foi através das palavras nada amigáveis de Nelly, ele é um ser estranho, fechado cheio de segredos e do tipo que não guarda raiva, guarda ódio mortal de seus oponentes e tudo faz para destruí-los passando por cima de quem for. Já sua amada Cathy é do tipo bem excêntrica, maluca, inclinada a levar tudo aos extremos, orgulhosa, que conseguiu literalmente morrer de amor! vê se pode...Tenho absoluta certeza do amor que Catherine e Heatcliff nutrem um pelo outro, um amor obsessivo, vingativo, excêntrico.


Que os ira levar a ruína, mas acho que ambos amam de uma forma inconcebível, afinal se Heatcliff amasse mesmo Cathy não teria coragem de fazer tanto mal a filha dela, e se Cathy amasse tanto ele não teria trocado ele por puro orgulho e vaidade. 
É uma história interessante mas o que eu realmente não gostei do livro não foi a forma de linguagem... Por ser tratar de um romance tão triste, com  um casal tão inclinado ao erro a vingança, foi muito difícil não abandonar essa leitura. Achei ele, cansativo, lento. Não me deixou nem um pouco maluca pelo fim, prefiro sem duvidas os amantes que se amam tanto, que preferem ver o ser amado feliz com outro do que triste sozinho (podem me chamar de clichê). 
Acho que esse romance trata da história de um amor mais que desesperado, louco e apaixonado e sim doentio. Quero um dia voltar a ler ele pois quero ver se uma nova leitura futuramente poderá mudar minha maneira de pensar, pois sou apaixonada por clássico e fico até mal de dizer que não gostei de algum, espero vir um dia a mudar de opinião e sentir todo o fervor que os amantes desse livro dizem sentir por ele.

Tem um trecho muito bonito que eu gostei :

   ''Não sei como explicar, mas certamente que tu e todos tem a noção de que existe ou deveria existir, um outro eu para alem de nós próprios. Para que serviria eu ter sido criada, se apenas me resumisse a isto? Os meus grandes desgostos neste mundo foram os desgostos do Heathcliff, e eu acompanhei e senti cada um deles desde o inicio, é ele que me mantem viva. Se tudo mais parecesse e ele ficasse, eu continuaria mesmo assim a existir, e se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria para mim uma vastidão desconhecida, a que eu não teria a sensação de pertencer'' -Catherine


                                                                                                                   

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