Info: O Herói Perdido



A continuação da série de sucesso sobre mitologia Grega, Percy Jackson e os Olimpianos, parece ser um livro muito bom. Rick Riordan volta a abordar o tema e resgata os personagens da série anterior, criando novos protagonistas em um novo enredo. Agora temos Jason, um garoto que acorda num ônibus sem saber quem é ou o que está fazendo ali, e descobre ser um semideus. A série é escrita em terceira pessoa, sendo que os personagens possuem personalidades muito mais detalhadas e complexas. Vi em alguns blogs a recomendação de ter lido a série Percy Jackson antes de ler este, não por ser uma continuação exata dos acontecimentos, mas pelo fato de alguns detalhes já terem sido apresentados antes e, sem eles, o leitor pode ficar tão perdido quanto o herói do livro.

Personagens conhecidos da série anterior, como Annabeth, voltam nesta nova aventura que parece ser ainda melhor. O Herói Perdido promete ser mais um sucesso de vendas aqui no Brasil, como já vem sendo nos EUA.

Confiram abaixo a sinopse do livro

Depois de salvar o Olimpo do maligno titã Cronos, Percy Jackson e seus amigos trabalharam duro para reconstruir seu mais querido refúgio, o Acampamento Meio-Sangue. É lá que a próxima geração de semideuses terá de se preparar para enfrentar uma nova e aterrorizante profecia. Uma mensagem que pode se referir a qualquer um deles:

Sete meios-sangues responderão ao chamado.
Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado.
Um juramento a manter com um alento final,
E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.

Os campistas seguirão firmes na inevitável jornada, mas, para sobreviver, precisarão contar com a ajuda de alguns heróis, digamos, um pouco mais experientes — semideuses dos quais todos já ouvimos falar… e muito.

Apresentação e um papo sobre a imaginação

Olá a todos os que visitam o blog Falando Sobre Livros. Me chamo Natan, sou do Rio de Janeiro, leitor compulsivo e amante de futebol. Também gosto de escrever resenhas, notícias e dicas de livros que leio ou vou ler. Atualmente posto para o blog Contando Histórias e para o site Manjaki. Se puderem, confiram ambos os blogs e leiam as resenhas que lá estão. No Manjaki vocês ainda poderão ouvir os episódios do divertido podcast que gravamos com regularidade sobre os mais variados assuntos.

Chega de apresentação.

Aproveitando esta primeira postagem, gostaria de abrir espaço para um rápido bate papo sobre a imaginação.


A imaginação é, na minha opinião, o principal canal entre o leitor e o livro. Não sei quanto a vocês, mas todas as vezes que eu leio um livro, seja ele qual for, tento imaginar cada detalhe que é descrito. Por esta razão, uma das qualidades que eu mais aprecio num bom autor, é a capacidade de descrever os detalhes do cenário e dos personagens abordados.

É bom deixar claro algumas coisas que eu não estou dizendo: Não digo que um livro simples e com poucos detalhes seja pior do que outro ricamente detalhado. Também não digo que o contrário é sempre o melhor. Não há uma regra, uma vez que, o que mais importa num bom livro é a coerência dos fatos. E até estes fatos estão diretamente ligados a dezenas de outras coisas, como o público alvo e a profundidade da história. Não dá pra imaginar O Pequeno Príncipe sendo descrito com o detalhismo de Senhor dos Anéis.

Contudo, alguns autores parecem ignorar estas questões ao escrever seus livros. Quem não leu um livro que tinha um personagem fantástico que, de uma hora para outra, é retirado da história sem a menor explicação? Ou aquela situação altamente desesperadora envolvendo vários personagens que se soluciona da maneira mais inesperada e sem sentido?

Imaginem a cena: Um guerreiro está cercado por trezentos soldados. Ao lado dele, um escudeiro que, ao longo do livro inteiro, foi um incompetente. Segue a história...

“Tor e seu escudeiro Len se desesperam. Não há saídas e a onda de inimigos se aproxima. Tor ergue sua espada, soltando um grito de desespero, reconhecendo a morte se aproximando. Len apenas observa, incapaz de levantar uma arma como aquela. Os soldados inimigos se aproximam. Tor se prepara para morrer com honra. Mas então Len esbarra numa coisa jogada no chão. Algo simples, como uma vara, que emite um brilho azul. Len toma para si a vara. Os dois amigos ouvem um barulho alto, como o de uma muralha sendo derrubada, e tombam. Passam-se alguns minutos e Len é o primeiro a se levantar. Os inimigos desapareceram...”

É claro que a historinha é apenas uma ilustração de algo que muitos autores fazem. Desculpem-me, mas coisas semelhantes a esta são um insulto a imaginação. O fato de termos que imaginar uma história não exclui a idéia de que ela precisa de coerência. Se um personagem pode voar, é necessária uma explicação para isso, seja por que ele nasceu com asas, ou porque um mago lançou um encantamento, ou porque um cientista fez um experimento nele com cortexiphan; a explicação não precisa ser real, mas precisa ter o mínimo de coerência, para que a nossa imaginação trabalhe com mais perfeição.

Mas nem sempre isso significa que um livro repleto de detalhes seja melhor do que um livro mais simples. Na busca por alimentar a imaginação do leitor, autores criam livros extremamente detalhados, porém com uma escrita arrastada e chata. A história fica prejudicada e o leitor, algumas vezes, não percebe se o foco está no diamante que tem que ser encontrado ou na roupa amarelo-perolada, ricamente tecida com seda, algodão e alguns fios de outro, do décimo quinto rei da cidade do sul, que é banhada por um rio caudaloso, com água eternamente purificada e estabilizada a uma temperatura fria, que corre para o oeste, onde existem os leões da ravina perene, iluminados com o brilho da alva e com a luz do farol do senhor do portal de âmbar e prata.

Gosto de detalhes, pois certamente alimentam a imaginação, mas percebo que muitos autores simplesmente “enchem linguiça” na tentativa de demonstrar que sabem como contar uma história rica.

A imaginação é a principal ferramenta do leitor. Pena que alguns autores simplesmente parecem não entender isso.

Para refletir...

 

Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade

         Mário Quintana                                                         
                     


                                           




[RESENHA] A Cabana - William Paul Young -(The Shack)

 

Mackenzie Allen Philips é um homem fechado, no seu próprio mundo, que fala pouco e normalmente só se for perguntado, que teve uma infância muito difícil com um pai que batia muito em toda família e bebia de mais e não admitia ser contrariado tudo isso na intimidade da família, pois fora ninguém imaginaria como ele realmente era.

Mack, no entanto acaba indo embora de casa em situação complicada, mas conseguiu seguir sua vida sozinho, crescendo e se casando com Nan uma boa mulher que cuida da família com muito amor e carinho, sendo muito ligada a Deus chamando o de Papai, mas para Mack Deus é uma figura mais distante, devido a seu sofrimento na vida no qual intimamente ele o culpa. Mack tem cinco filhos, Jon já casado, Tyler recém-formado, Josh Kete e Missy ainda crianças. Todos são seus maiores tesouros na vida e apesar de infância conturbada ele é particularmente feliz até que numa viagem de férias com os três filhos menores sua vida vira de ponta cabeça, e a Grande tristeza se acomete de toda sua família. Principalmente dele que passa a ter esse peso sobre os ombros constantemente.
Sua filha mais nova Missy é sequestrada e indícios de que foi brutalmente assassinada por um daqueles malucos matadores de menininhas são encontrados numa velha cabana abandonada, desse dia em diante Mack simplesmente cria uma profunda magoa com relação a Deus. Afinal pensa ele, por que Deus permitiu que crianças inocentes passassem por isso? Por que tanto sofrimento no mundo? Bem essas são apenas umas das muitas perguntas que Mack guarda no peito e afinal como ele mesmo diz que pai ou mãe não se sentiria assim ao saber da morte de sua filhinha?
E que Deus tão bondoso e justo como ressaltam nas igrejas pode ser tão bom e ainda deixar coisas assim acontecer?
Eu duvido que você que esta agora lendo essa resenha nunca em momento algum tenha duvidado do amor e da bondade de Deus vendo o sofrimento de uma pessoa qualquer ou mesmo diante do seu próprio sofrimento em algum momento da vida, eu assumo que já cheguei a duvidar e garanto que até mesmo os maiores dos religiosos também já tiveram esse momento de descrença nem que tenha sido uma única vez.
Após quatro longos anos de convívio com a Grande Tristeza Mack recebe num dia de neve uma carta, melhor dizendo um bilhete que muda toda sua vida e a dos leitores do livro também... a carta é exatamente assim:

Primeiro a reação dele foi de mal estar, quase desmaiando, depois raiva, ódio, afinal quem teria feito essa brincadeira de mau gosto? Até que percebeu que só a família e amigos íntimos sabem que Nan sua esposa chama Deus de Papai e essas pessoas jamais teriam coragem de magoá-lo assim... então só restou uma alternativa," Deus" e foi só chegar a ele para rir de si mesmo e de seus loucura temporária...até que como dizem "a curiosidade matou o gato"...ele resolveu e foi até o centro da Grande tristeza, foi aonde mais doí seu coração, a cabana e o que ele viu ao chegar lá, e as respostas que ele conseguiu, não mudaram apenas a sua vida, mas a de todos ao seu redor inclusive dos leitores que testemunham essa  oração em forma de história.


Nem preciso dizer que recomendo muito esse livro, não vou lhes contar o final, pois não ia lhes servir afinal não se pode falar apenas o ame final de uma oração deve vive-la por inteiro ou o final não faria sentido, o que posso lhe adiantar é que ele encontrou Deus nessa cabana, e por mais absurdo que isso pareça foi à coisa mais linda que eu já li. A forma com Deus apareceu vai te deixar profundamente abalado e até incrédulo porém quando ele explicar o porquê, você verá que tudo foi exatamente como deveria ser. 

Esse livro te leva a varias conversas sobre amor, perdão, livre arbítrio, fé... Fazendo tanto Mack como você entender o porquê de tanto sofrimento no mundo, e fazendo refletir sobre o incondicional amor de Deus por todos nós, sem favoritos apesar de que a nossos cegos olhos uns terem maiores direitos ao "céu" do que outros devido à vida de redenção e bondade que tiveram... O que lhes adianto é que não se pode ler preso as ideias fixas que as diversas igrejas e religiões lhes deram, pois presos a velhos conceitos jamais iram se quer refletir sobre novos, não estou dizendo para mudarem de religião (quem seria eu para isso) até por que neste livro nenhuma em especial é citada. Só digo para as esquecerem em quanto leem, e terem apenas a ideia de um Deus que te ama muito e vai falar com você através deste livro....Você literalmente ira flutuar sobre as águas com Jesus.

Umas das criticas mais lindas que vi a respeito do livro...
William P. Young retirou o véu que muitas vezes me separava de Deus e de mim mesmo.A cada página,as obrigações e proibições impostas pela religião foram sendo deixadas para trás enquanto eu compreendia pela primeira vez na vida,o real significado de Pai,Filho e Espírito Santo.
                   Patrick M.Roddy,produtor da ABC News.

Sobre o autor:

William P. Young
Nasceu em alberta,no Canadá,mas passou grande parte de sua infância em Papua - Nova Guiné,junto com seus pais missionários,em uma comunidade tribal.Pagou seus estudos religiosos trabalhando como salva-vidas e em diversos outros empregos temporários.Formou-se em Religião no Oregon,Estados Unidos.
*retirado do livro

No momento estou começando a ler o livro "Encontre Deus na Cabana" de Randal Rauser, que é um livro explicativo sobre o outro e que vai debater algumas das muitas questões que foram levantadas no livro, e te fazer entender muitos pontos que irão te deixar as voltas...ainda não posso falar muito pois estou no começo mas em breve virei fazer meu comentários a respeito...fim de resenha boa leitura aos que forem ler. Estarei esperando os  aqui para os comentários e opiniões  a respeito espero que tenham gostado e bjoss
           







Chegou na minha caixinha do correio A Cabana !!!

Estou começando a leitura do livro A cabana de William P.Young ainda não posso falar muito mas esta ficando "quente" rs to chegando na parte em que se começa a devorar as páginas loucamente rs este foi mais um daqueles achados nos sebos da vida... quando terminar farei minha resenha sei que to sumida mas estou recebendo várias propostas para autores parceiros aqui no Blog (graças ao bom Deus) e logo vou ter ajuda se tudo der certo de mais de um autor ai as coisas vão acelerar por aqui amores....obrigada pela paciência e antes que eu vá queria saber alguém ai já leu esse livro?? o que achou?
*Ainda estou aceitando autores parceiros, caso se interesse,basta entrar em contato no meu e-mail (erenita-marques@bol.com.br) ou deixar um recado aqui no Blog com seu nome e e-mail ok? 

Para refletir...

   



 "Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho é o único. Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia." 

                Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei 
                                                          Paulo Coelho 





Capitu traiu ou não traiu Betinho???


                          
É isso mesmo aqui vai uma resenha sobre Dom Casmurro,alguns devem estar pensando esse é um livro colegial,que só se lê na escola (quase sendo obrigado) pois estão enganados esse também é livro que alem de cair (muuuito) no vestibular,é um grande clássico brasileiro.



Resumo: Órfão de pai, criado com desvelo pela mãe (D. Glória), protegido do mundo pelo círculo doméstico e familiar (tia Justina, tio Cosme, José Dias), Bentinho é destinado à vida sacerdotal, em cumprimento a uma antiga promessa de sua mãe.
A vida do seminário, no entanto, não o atrai, já o namoro com Capitu, filha dos vizinhos. Apesar de comprometido pela promessa, também D. Glóri a sofre com a idéia de separar-se do filho único, interno no seminário. Por expediente de José Dias, o agregado da família, Bentinho abandona o seminário e, em seu lugar, ordena-se um escravo.
Correm os anos e com eles o amor de Bentinho e Capitu. Entre o namoro e o casamento, Bentinho se forma em Direito e estreita a sua amizade com um ex-colega de seminário, Escobar, que acaba se casando com Sancha, amiga de Capitu.
Do casamento de Bentinho e Capitu nasce Ezequiel. Escobar morre e, durante seu enterro, Bentinho julga estranha a forma qual Capitu contempla o cadáver. A partir daí, os ciúmes vão aumentando e precipita-se a crise. Á medida que cresce, Ezequiel se torna cada vez mais parecido com Escobar. Bentinho muito ciumento, chega a planejar o assassinato da esposa e do filho, seguido pelo seu suicídio, mas não tem coragem. A tragédia dilui-se na separação do casal.Capitu viaja com o filho para a Europa, onde morre anos depois. Ezequiel, já mocó, volta ao Brasil para visitar o pai, que apenas constata a semelhança entre e antigo colega de seminário. Ezequiel volta a viajar e morre no estrangeiro. Bentinho, cada vez mais fechado em usas dúvidas,  passa a ser chamado de casmurro pelos amigos e vizinhos e põe-se a escrever de sua vida (o romance).

Essa história ficou muito conhecida pela eterna pergunta...Capitu traiu ou não traiu Bentinho?????


Bem eu digo que essa pergunta é irrelevante,se observarmos o livro a capa diz tudo,não se trata de capitu,e sim de Bentinho que sem ter nenhum motivo real,começar a ter duvidas sobre sua esposa e filho,chegando a paranóia,imaginando coisas,como diz o velho ditado "Procurando pelo em ovo",Betinho não tem nenhum motivo para desconfiar da mulher,mesmo se ela o tivesse traído ele não teve motivo nenhum para desconfiança alem de uma absurda semelhança entre o filho e o amigo que só ele enxergava,a paranóia dele foi tanta que chegou ao ponto de planejar matar a esposa e o filho para depois se suicidar,para mim Machado de Assis quis no livro apenas contar a história de um "senhor casmurro" que significa um homem teimoso,cabeçudo,caturra,calado,difícil de conversar ou abordar (definição do dicionário) Bentinho é tão casmurro em sua vida que chega a destruir a felicidade de sua família a sua própria por causa de sua mente fértil e sua teimosia,alguns dizem ler e reler o livro em busca de um sinal da possível traição de Capitu eu penso que tal sinal não exista uma vez que isso não importa pois se ela o traindo ou não ele assim mesmo sem motivos fixou essa ideia a ponto de destruir sua família,achei um livro muito bom,muito bem feito apesar de ser em uma linguagem difícil devido a época em que foi feito,a única coisa que não gostei foi o final rápido em que tudo se concretizou em duas a três página contando em breves textos que capitu e escobar morreram,o que pra mim foi mais uma prova de que a possível traição de Capitu é irrelevante na história...
por isso digo se Capitu não traiu Bentinho deveria te-lo feito,afinal levou a culpa,teve que se separar e sofreu muito com tudo isso sem ter feito nada "aparentemente" então já que levou todas a culpa mesmo que tivesse tirado algum proveito nisso rs.
Para resumir...
Esse livro se tornou um clássico e chegou a sofrer analises  desde psicológicas e psicanalíticas,foi creditado como um percursos do modernismo,chegando a influenciar escritores como  John BarthGraciliano Ramos e Dalton Trevisan,por ser tão bem feito e ter momentos de humor como os das peças de Shakespeare,como o livro todo é narrado por Bentinho contando desde suas estripulias de criança a sua juventude no seminário seu primeiro amor sue casamento até sua velhice,você acaba vivendo junto ao personagem toda sua vida e presenciando quando ele deixa de ser tornar de "Bentinho" um menino feliz que não quer ser padre e viver trancado numa igreja para virar "Dom Casmurro" um homem fechado de ideia fixa teimoso que sofre isolado de todos que ama por vontade própria

Bjos amores espero que tenham gostado...alguém ai já leu esse livro??