[Resenha] Entre o Agora e o Sempre - Entre o Agora e o Nunca - #2 - J. A. Redmerski


Autor: J. A. Redmerski Selo: Suma de Letras | Páginas: 303 | ISBN: 9788581052151 Skoob |Comprar|


 “Camryn Bennett e Andrew Parrish nunca foram tão felizes. Cinco meses depois de se conhecerem num ônibus interestadual, os dois estão noivos e prestes a ter um bebê. Nervosa, mas empolgada, Camryn mal pode esperar para viver o resto de sua vida com Andrew, o homem que ela sabe que vai amá-la para sempre. O futuro só lhes reserva felicidade... até que uma tragédia os surpreende. Andrew não consegue entender como algo tão terrivelmente triste pôde acontecer. Ele tenta superar o trauma — e acredita que Camryn esteja fazendo o mesmo. Mas, quando descobre que Camryn busca sufocar uma dor imensa de uma forma perigosa, fará de tudo para salvá-la. Determinado a provar que o amor dos dois é indestrutível, Andrew decide levar Camryn numa nova jornada carregada de esperança e paixão. O mais difícil será convencê-la a ir junto... Com Entre o agora e o sempre, a aguardada continuação de Entre o agora e o nunca, J. A. Redmerski concluiu a história de amor que encantou milhares de leitores.” – SKOOB


Como no primeiro livro a capa é o que todos esperam, apaixonante, mas agora em cores mostra o lindo do Andrew de perfil com uma expressão triste, o que remete perfeitamente ao seu personagem sempre cuidadoso e preocupado com a Camryn, agora sua noiva.

A diagramação do livro é bem agradável, mantendo boa fonte e capítulos divididos pelos pontos de vista do Andrew e da Camryn. Os dois se alternam para contar fatos ocorridos após sua primeira viagem, onde se conheceram. O livro tem agora um pouco menos de páginas que o primeiro, são apenas 303.

Camryn, devastada psicologicamente por mais um acontecimento triste em sua vida e um Andrew protetor e capaz de fazer tudo por ela, passam boa parte do início se desculpando, sofrendo e remoendo suas perdas para somente daí decidirem se aventurar na estrada novamente. Uma viagem de redescoberta para definir o rumo de suas vidas e para afastarem de si a dor tão recente.

O momento que o Andrew está narrando é sempre recheado de lembranças do último livro. Passagens bonitas ou tristes que marcaram o personagem e que ele faz questão de se lembrar. Esse artifício deixa o “Sempre” ainda mais conectado com o ”Nunca”.

Continua sendo uma bela história de amor, com muitos conflitos e perdas, e muita emoção. O Andrew devasta nossos corações com tanto cuidado e carinho com a Cam. Com certeza esse seria o genro que toda mãe queria ter. Já a Camryn oscila perigosamente de volta à depressão.


“Me sinto como o médico e o monstro. O tempo todo. Quando estou diante do Andrew, uso minha cara feliz, mas não como se estivesse fingindo. Eu fico feliz. Acho. Mas assim que fico sozinha de novo, é como se eu me tornasse outra pessoa. Sinto que alguém invisível está sempre de pé atrás de mim, apertando a porra de um interruptor no meu cérebro. Desligado. Ligado. Desligado. Ligado. Des... não ligado.”


“Em seguida, deito na cama, lembrando como ela é confortável. Mas não sinto falta deste quarto, nem de voltar à vida de antes. A ‘vida de antes’ eu ainda quero evitar, e este é o motivo de eu estar tão dividida a respeito de voltar ou não para casa. (...)”

“Nós passamos por tanta coisa juntos. Mais do que a maioria das pessoas em tão pouco tempo. Mas em qualquer situação, a única coisa que nunca mudou é que ainda estamos juntos. A morte não conseguiu me tirar de você. A fraqueza não conseguiu me fazer ver você de forma negativa. As drogas e as merdas que vêm com elas não conseguiram tirar você de mim, nem voltar você contra mim. Acho que podemos afirmar com toda a segurança que somos indestrutíveis.”


Para quem espera algo mais da leitura como encontrou no “Nunca”, nada de surpresas nesse livro. Apesar de tentar resgatar o clima de viagem do primeiro livro do meio para o final, nem de longe conseguiu a liberdade que eles tiveram no Entre Agora e o Nunca. Estão mais maduros, mais preocupados com o futuro e por consequência bem mais contidos.

Talvez esse seja o fato que me frustrou ao terminar a leitura. Gostei do primeiro por me tirar da rotina, mas o segundo me lança de volta a uma vida cheia de responsabilidades diárias, culpa, e arrependimento. Vemos uma Cam dividida entre duas vidas. Deseja o tempo todo ter uma vida livre com Andrew, mas sabe que talvez tenha que parar um dia e firmar em algum lugar, num lar perfeito e numa cidade calma. Mesmo que essa não seja a realidade que a fará feliz. Somente a presença de Andrew ao seu lado poderá sossegá-la.

Mesmo não sendo o final para a trama que eu esperava, ainda assim é uma história de amor muito bonita e cheia de esperança. A dedicação do Andrew para com a Cam talvez seja o melhor e mais agradável sentido da leitura. Todos nós, no íntimo, procuramos alguém que se preocupe conosco.  Por que não sonhar com um Andrew só nosso?

J. A. Redmerski escreve de forma suave e, nesse caso, foi muito feliz ao concluir a obra, não deixando dúvidas ou brechas para futuras sequências, o que afasta de mim o medo da tão popular “trilogia”. Sendo assim, recomendo para aqueles se apaixonaram pelo casal no ”Nunca” e sentiram o vazio que senti quando terminei de ler. 



Jádia Santos

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