[Lançamento] O Cisne e o aviador - Heliete Vaitsman



 Lançado dia 20 de Março


Foto: É hoje o lançamento no Rio ::

O romance histórico "O cisne e o aviador", da jornalista Heliete Vaitsman, investiga a vida e a morte de Herberts Cukurs, lendário piloto e engenheiro de aviação que se tornou herói nacional da Letônia até a ocupação nazista, quando foi apontado responsável pela morte de mais de 30 mil judeus: http://goo.gl/C7YA91

☛ Lançamento nesta quinta (20), às 19h, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, Rio.

O romance histórico "O cisne e o aviador", da jornalista Heliete Vaitsman, investiga a vida e a morte de Herberts Cukurs, lendário piloto e engenheiro de aviação que se tornou herói nacional da Letônia até a ocupação nazista, quando foi apontado responsável pela morte de mais de 30 mil judeu.



A jornalista Heliete Vaitsman parte de dados reais e vasta pesquisa para escrever o fascinante romance histórico O cisne e o aviador, que investiga a vida e a morte de Herberts Cukurs, lendário piloto e engenheiro de aviação que se tornou herói nacional da Letônia até a ocupação nazista, quando foi apontado responsável pela morte de mais de 30 mil judeus. Cukurs se estabeleceu no Brasil em 1946, tendo inaugurado o pedalinho da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, e foi assassinado em Montevidéu por agentes do Mossad, o serviço de inteligência israelense, quase 20 anos depois.
O relato de uma avó à neta preferida é o ponto de partida do romance histórico. Do caderno aberto sobre a mesa, Frida recupera recortes de jornais, anúncios, cartões de visita, convites de formatura, cópias de poemas e até mesmo faturas de lojas, relíquias coletadas desde que desembarcou no Cais do Porto do Rio de Janeiro, há 72 anos. Ali estão memórias não apenas de Frida ou de sua família, mas de milhares de pessoas, tanto das que desembarcaram no Brasil durante a Segunda Guerra, quanto das que não conseguiram fugir a tempo.
Foi junto aos pedalinhos da Lagoa que Frida viu Cukurs pela primeira vez. Nas poucas conversas, soube que ele havia sido um piloto famoso em seu pequeno país invadido pelos russos e alemães. Em tempos de paz, ele se retirara para uma próspera propriedade rural. Foi como agricultor que ele obteve o visto para entrar no Brasil, deixando para trás qualquer história que ligasse seu nome aos macabros acontecimentos da Segunda Guerra Mundial.
No mesmo navio estavam Rosa e Iosse, dispostos a começar uma nova vida naquele país tão diferente. Instalaram-se no prédio onde moravam outros europeus chegados há mais tempo. Waldemar era um deles; alfaiate que nas horas vagas gostava de escrever textos panfletários, casado com Clara. Ela, a amiga de todas as horas de Rosa, que mais tarde também se tornaria confidente de Frida e a única a saber do passado tortuoso da alemã com ascendência letã, separada da família às pressas para fugir dos horrores que tomaram conta do seu país.
No Rio de Janeiro dos anos 1940 e 1950, o grupo toca suas vidas, inclusive Cukurs. De longe, Frida o acompanha, mas não mais com o interesse daquelas conversas descompromissadas à beira da Lagoa. Quando soube de tudo, primeiro ficou perplexa; depois, insone. A vida ainda reservaria novas surpresas para todos, e traria à tona mais uma faceta daquela que foi uma das maiores tragédias do nosso tempo – a Segunda Guerra Mundial.


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