[Resenha] O lado bom da vida - Matthew Quick




| Autor: Matthew Quick | Selo: Intrínseca | Páginas: 256 | ISBN: 9788580572773 | Skoob | Comprar |


Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados".Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.


O lado bom da vida é um daqueles livros que li por osmose. Eu havia comprado Perdão, Leonard Peacock e quando fui à biblioteca e vi que o livro era do mesmo autor, eu li para aproveitar a oportunidade. O livro é bom, mas também não foi nada que eu dissesse “ Oh meu Deus”, mas serviu para me distrair.

O livro narra a história de Pat Peoples, um cara de mais de 30 anos, ex professor que por algum motivo vai para em uma clínica psiquiátrica e quando sua mãe o tira de lá, ele tem que viver uma nova vida, sem memória e sem que ninguém ao seu redor lhe diga o que ocorreu. Sua relação com seu pai é péssima, sua obsessão pela esposa ou talvez ex- esposa o obriga a “ ser gentil em vez de ter razão”, malhar e ver o lado bom da vida agora que está convencido que sua vida é um filme.

E nessa tentativa de retornar a sua vida, seu amigo, Ronnie o convida para um jantar, onde ele é apresentado a Tiffany, uma mulher que perdeu o marido e que acabou se tornando ninfomaníaca para se recuperar, e nesse ciclo que o livro ronda.

Pat é um personagem, como a Publishers Weekly cita, adorável. Ele é tão desconexo do mundo, e claro que muito se deve ao seu distúrbio bipolar, mas ainda assim eu ri demais de suas trapalhadas e tentativas. Às vezes, principalmente por a história ser narrada no seu ponto de vista, sua cabeça é muito infantil assim como seus pensamentos. Outras vezes, ele tinha um comportamento lindo, mas não de um cara de 30 e poucos anos e sim de um garotinho. Pat é quase sempre um menino.


“ (...) A maioria das pessoas perdeu a habilidade de ver o lado bom das coisas, embora a luz por trás das nuvens seja uma prova quase diária de que ele existe.”

A forma como ele tenta agradar a todos, recuperar sua memória, família e vida, em meio a surtos de raiva, surtos por uma música, o livro começa a cansar.

Tifanny é uma personagem que eu queria que fosse mais explorada, ela é adorável, louca, mas do jeito dela não deixa de ser incrível. Sua história, que só é revelada no fim, é um motivo pelo qual eu quis ler. Eu me apaixonei pela Tifanny.


“Eu preciso de você, Pat Peoples, eu preciso de você para caralho.”

Outros personagens são muito divertidos e o livro é bem humorado sempre. Como Danny, um amigo de Pat que é mais citado que visível, suas frases e piadas são estonteantes.

Uma personagem que foi motivo de muita raiva foi Nikki, ex-mulher de Pat. Como a vemos pelos seus olhos, achamos que ela é a mulher dos sonhos, mas quando o livro se desenrola e você se afeiçoa ao Pat mesmo com seus defeitos, você quer mata-la.

Como o livro se ambienta na Filadélfia, coisas como futebol Americano e torcidas tem forte destaque, mas para mim foi simplesmente algo maçante como não tenho interesse algum nisto. Mas em compensação, o autor nos abençoa com generosas doses de literatura americana clássica.

Matthew Quick tem uma narrativa que foi difícil que eu me acostumasse, algumas de suas narrações são confusas, e ele tem uma forma boa de começar o livro, mas no meio seu livro se torna meio lento e tediante, até que algo bombástico ocorre.

O lado bom da vida, no geral, ganhou meu coração. Pelo humor, pelos personagens, pelas brincadeiras, mas não sei se ele conseguiu atingir sua mensagem. O final me fez querer mais, saber mais.Talvez não tenha compreendido sua mensagem e talvez se ler em outro momento, mude de ideia.


“ Você precisa saber que são suas ações que fazem de você uma boa pessoa, não sua vontade.”

Editora Intrínseca, como sempre, fez um belíssimo trabalho com a capa que é igual ao filme, as folhas amareladas, a fonte, e os detalhes nos nomes dos capítulos.

Recomendo este livro para aqueles que viram o filme, para aqueles que gostam de humor, para aqueles que gostam da cultura americana e para aqueles que querem ter uma opinião diferente da minha.








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