Apresentação e um papo sobre a imaginação

Olá a todos os que visitam o blog Falando Sobre Livros. Me chamo Natan, sou do Rio de Janeiro, leitor compulsivo e amante de futebol. Também gosto de escrever resenhas, notícias e dicas de livros que leio ou vou ler. Atualmente posto para o blog Contando Histórias e para o site Manjaki. Se puderem, confiram ambos os blogs e leiam as resenhas que lá estão. No Manjaki vocês ainda poderão ouvir os episódios do divertido podcast que gravamos com regularidade sobre os mais variados assuntos.

Chega de apresentação.

Aproveitando esta primeira postagem, gostaria de abrir espaço para um rápido bate papo sobre a imaginação.


A imaginação é, na minha opinião, o principal canal entre o leitor e o livro. Não sei quanto a vocês, mas todas as vezes que eu leio um livro, seja ele qual for, tento imaginar cada detalhe que é descrito. Por esta razão, uma das qualidades que eu mais aprecio num bom autor, é a capacidade de descrever os detalhes do cenário e dos personagens abordados.

É bom deixar claro algumas coisas que eu não estou dizendo: Não digo que um livro simples e com poucos detalhes seja pior do que outro ricamente detalhado. Também não digo que o contrário é sempre o melhor. Não há uma regra, uma vez que, o que mais importa num bom livro é a coerência dos fatos. E até estes fatos estão diretamente ligados a dezenas de outras coisas, como o público alvo e a profundidade da história. Não dá pra imaginar O Pequeno Príncipe sendo descrito com o detalhismo de Senhor dos Anéis.

Contudo, alguns autores parecem ignorar estas questões ao escrever seus livros. Quem não leu um livro que tinha um personagem fantástico que, de uma hora para outra, é retirado da história sem a menor explicação? Ou aquela situação altamente desesperadora envolvendo vários personagens que se soluciona da maneira mais inesperada e sem sentido?

Imaginem a cena: Um guerreiro está cercado por trezentos soldados. Ao lado dele, um escudeiro que, ao longo do livro inteiro, foi um incompetente. Segue a história...

“Tor e seu escudeiro Len se desesperam. Não há saídas e a onda de inimigos se aproxima. Tor ergue sua espada, soltando um grito de desespero, reconhecendo a morte se aproximando. Len apenas observa, incapaz de levantar uma arma como aquela. Os soldados inimigos se aproximam. Tor se prepara para morrer com honra. Mas então Len esbarra numa coisa jogada no chão. Algo simples, como uma vara, que emite um brilho azul. Len toma para si a vara. Os dois amigos ouvem um barulho alto, como o de uma muralha sendo derrubada, e tombam. Passam-se alguns minutos e Len é o primeiro a se levantar. Os inimigos desapareceram...”

É claro que a historinha é apenas uma ilustração de algo que muitos autores fazem. Desculpem-me, mas coisas semelhantes a esta são um insulto a imaginação. O fato de termos que imaginar uma história não exclui a idéia de que ela precisa de coerência. Se um personagem pode voar, é necessária uma explicação para isso, seja por que ele nasceu com asas, ou porque um mago lançou um encantamento, ou porque um cientista fez um experimento nele com cortexiphan; a explicação não precisa ser real, mas precisa ter o mínimo de coerência, para que a nossa imaginação trabalhe com mais perfeição.

Mas nem sempre isso significa que um livro repleto de detalhes seja melhor do que um livro mais simples. Na busca por alimentar a imaginação do leitor, autores criam livros extremamente detalhados, porém com uma escrita arrastada e chata. A história fica prejudicada e o leitor, algumas vezes, não percebe se o foco está no diamante que tem que ser encontrado ou na roupa amarelo-perolada, ricamente tecida com seda, algodão e alguns fios de outro, do décimo quinto rei da cidade do sul, que é banhada por um rio caudaloso, com água eternamente purificada e estabilizada a uma temperatura fria, que corre para o oeste, onde existem os leões da ravina perene, iluminados com o brilho da alva e com a luz do farol do senhor do portal de âmbar e prata.

Gosto de detalhes, pois certamente alimentam a imaginação, mas percebo que muitos autores simplesmente “enchem linguiça” na tentativa de demonstrar que sabem como contar uma história rica.

A imaginação é a principal ferramenta do leitor. Pena que alguns autores simplesmente parecem não entender isso.

2 comentários

  1. Muito bem vindo Natan...aviso aos leitores que os Blogs que ele mencionou acima são realmente excelente, ótimas resenhas e no Manjaki ainda tem os mais variados temas desde livros a cinemas...vale apena conferir!
    Gostaria de dizer tb que adorei esse tema imaginação...eu por exemplo curto os livros simplesmente pelo fato de entrar na história e me perder nas páginas...saindo um pouco da rotina do dia a dia e vivendo aventuras,romances..aprendendo grandes lições e principalmente me emocionando...pra mim um livro que gosto e leio até o fim é os que eu quando começo a ler esqueço onde estou,paro de ouvir tudo a minha volta (até a pessoa q estava falando comigo dar um grito rs) e vou para o mundo da fantasia....se um livro consegue me fazer imaginar tudo que estou lendo e me envolver é ótimo se não nem me dou o trabalho de virar as páginas...bjoss Natan seja novamente muito bem vindo e que juntos possamos fazer este Blog crescer cada dia mais fique com Deus

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  2. como deu pra perceber gosto muito pouco de fazer comentários em posts...rs e falo super pouquinho nada tagarela rs

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